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economia
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Gastos previdenciários aumentam; Selic e inflação sobem em 2026

Relatório do governo refaz previsões econômicas e fiscais

Mariana Souza22 de maio de 2026 às 16:50
Gastos previdenciários aumentam; Selic e inflação sobem em 2026

O segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2026, publicado nesta sexta-feira, 22, pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, elevou a previsão de gastos com benefícios previdenciários, afetando também outras estimativas macroeconômicas.

Despesa previdenciária está prevista em R$ 1,136 trilhão, R$ 11,8 bilhões a mais que a estimativa anterior.

De acordo com o relatório, os gastos com benefícios previdenciários saltaram de R$ 1,124 trilhão, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), para R$ 1,136 trilhão. Por outro lado, a projeção para despesas com pessoal e encargos sociais foi reduzida de R$ 457,6 bilhões para R$ 454,1 bilhões.

Os valores destinados a precatórios e sentenças judiciais foram mantidos em R$ 45,3 bilhões. No que diz respeito às receitas, a previsão de royalties foi revista para baixo, diminuindo R$ 4,6 bilhões, passando de R$ 177,1 bilhões para R$ 172,5 bilhões. No entanto, as receitas com dividendos das estatais aumentaram de R$ 54,6 bilhões para R$ 55,4 bilhões.

Mudanças nas projeções macroeconômicas

A nova avaliação também trouxe alterações nas projeções das taxas de juros e inflação. A taxa Selic para 2026 subiu de 13,53% para 13,96%, enquanto o câmbio médio foi ajustado de R$ 5,32 para R$ 5,16 por dólar. O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional saltou de US$ 73,09 para US$ 91,25.

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Esses parâmetros são fundamentais para o agronegócio, impactando custo de capital e despesas operacionais.

Inflação projetada: IPCA passa de 3,74% para 4,49%.

A inflação também teve sua previsão elevada, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passando de 3,74% para 4,49% e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subindo de 3,76% para 4,57%. Além disso, a expectativa para a massa salarial nominal alterou de 10,32% para 10,38%.

Contexto

Os novos índices refletem a necessidade de monitorar as condições de crédito e os custos operacionais, especialmente no setor agropecuário.

Embora o relatório não ofereça detalhes sobre os impactos setoriais específicos para o agronegócio, a combinação de juros elevados, inflação crescente e aumento nos preços do petróleo reforça a atenção que produtores e cooperativas devem ter nas margens e nos custos ao longo de 2026.

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