Voltar
economia
2 min de leitura

Gabriel Galípolo define medidas para melhorar liquidez no BC

Presidente do Banco Central explica ações após crise do Banco Master

Ricardo Alves19 de maio de 2026 às 16:10
Gabriel Galípolo define medidas para melhorar liquidez no BC

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, revelou que a crise enfrentada pelo Banco Master se deve à aplicação inadequada dos recursos captados com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Durante audiência no Senado, ele enfatizou que mudanças estão sendo implementadas para evitar que outros bancos repitam esse modelo de operação.

Galípolo detalhou que uma das principais alterações envolve o aumento da contribuição de instituições que detêm uma maior parte do passivo protegido pelo FGC. Além disso, um novo índice de liquidez foi criado, bem como regras mais rígidas para os ativos que podem ser usados como colateral.

Os ativos agora precisam corresponder ao perfil de um banco de varejo, sendo aceitos como colaterais apenas créditos imobiliários, créditos do agronegócio e títulos de alta liquidez.

Essa nova regulamentação visa evitar que os recursos recebidos com suporte do FGC sejam aplicados em ativos que não apresentam perfil de liquidez adequado, especialmente aqueles associados a fundos em dificuldades financeiras. Durante a audiência, mesmo com a menção ao crédito agro, Galípolo não forneceu detalhes sobre o impacto específico das mudanças no financiamento para o setor rural.

O presidente do BC também informou que, desde 2025, o Banco Central liquidou 13 instituições financeiras, e, no caso do Banco Master, após a rejeição da compra pelo Banco de Brasília, houve uma proposta para uma saída organizada do mercado. Além disso, dois ex-servidores do BC foram afastados após uma auditoria e sindicância, sendo os casos encaminhados à Controladoria-Geral da União e à Polícia Federal.

Contexto

Em 2025, o Banco Master enfrentou captação líquida negativa de R$ 11,5 bilhões e US$ 9 bilhões em instrumentos garantidos pelo FGC, junto com um aporte de R$ 2,5 bilhões.

As autoridades afirmam que o foco está no fortalecimento da governança e em critérios mais rigorosos para a liquidez de depósitos cobertos pelo FGC, embora ainda não tenham sido divulgados dados numéricos sobre os efeitos no crédito agro.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia