Voltar
economia
1 min de leitura

Banco Central mantém cortes na Selic apesar da inflação crescente

Presidente do BC alerta sobre os efeitos da inflação em eventos globais

Gabriel Rodrigues13 de maio de 2026 às 11:55
Banco Central mantém cortes na Selic apesar da inflação crescente

O Banco Central do Brasil, liderado por Gabriel Galípolo, anunciou que continuará o ciclo de cortes da taxa Selic, apesar dos desafios inflacionários impostos pelas tensões no Oriente Médio.

Durante um evento na IV Conferência Anual do BC, Galípolo destacou a necessidade de vigilância em relação aos 'efeitos de segunda ordem' da inflação, que podem ser exacerbados pelo aumento dos preços do petróleo. Esses efeitos surgem quando a alta de um item causa um impacto nos preços de outros bens e serviços, criando uma espiral inflacionária.

O presidente do BC enfatizou que a autoridade monetária deve adotar uma abordagem complexa para lidar com as pressões inflacionárias, mantendo seu foco no controle da inflação.

Galípolo alertou que o cenário atual requer atenção redobrada. "É fundamental distinguir entre os choques de oferta decorrentes de fatores geopolíticos e climáticos e os efeitos inflacionários que exigem uma resposta mais ágil da nossa parte", afirmou ele.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária, realizada na semana passada, o colegiado decidiu que a movimentação recente nos mercados não afetou as previsões necessárias para prosseguir com as reduções da Selic, a qual foi ajustada para 14,5% com um corte de 0,25 pontos percentuais.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia