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economia
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Governo avalia aumentar etanol na gasolina para 32%

Medida pode reduzir importação de gasolina em 1,2 bilhão de litros

Giovani Ferreira08 de abril de 2026 às 20:00
Governo avalia aumentar etanol na gasolina para 32%

O governo brasileiro planeja elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre de 2026, como parte das iniciativas para amenizar os efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Esse ajuste poderia resultar em uma diminuição de 1,2 bilhão de litros nas importações de gasolina.

Segundo Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, o incremento da mistura está sujeito à aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Após um painel no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia - Óleo e Gás, o ministro informou que os encontros do conselho se tornaram mais frequentes devido à atual situação geopolítica.

Silveira mencionou que a conclusão de estudos necessários para viabilizar essa alteração deve ocorrer em até 60 dias. Ele também não descartou a possibilidade de aumentar a adição de biodiesel ao diesel, que atualmente está fixado em 15%, embora não tenha garantido a implementacão dessa medida.

Medidas para o setor aéreo

O ministro se reuniu com líderes das três principais companhias aéreas do Brasil e representantes da Abear, tratando de ações para mitigar os impactos da guerra no setor aéreo. Ele destacou a isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação (QAV) e o estabelecimento de uma linha de crédito de R$ 3,5 bilhões para apoiar as companhias, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O objetivo dessas medidas é prevenir aumentos nas tarifas de passagem aérea.

"Os aeroportos estão lotados e precisamos garantir que isso continue, mesmo diante de uma guerra que não nos diz respeito. Nossa missão é evitar elevações nos preços", afirmou Silveira.

Negociações sobre a refinaria de Mataripe

Além disso, o ministro revelou que a Petrobras está em tratativas com o fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, para a recompra da refinaria de Mataripe. Segundo ele, as discussões ocorrem há aproximadamente dois anos e meio e são de natureza comercial, não política.

"A Petrobras é uma empresa listada na Bolsa de Nova York e devemos respeitar seus acionistas e sua governança. A compra da Mataripe só ocorrerá se o preço oferecido for viável", concluiu Silveira.

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