Voltar
economia
2 min de leitura

Governo da Índia lança reformas para atrair investimento estrageiro

Medidas visam fortalecer mercado de títulos e facilitar acesso a investidores

Fernanda Lima05 de junho de 2026 às 09:50
Governo da Índia lança reformas para atrair investimento estrageiro

O governo indiano anunciou um pacote de reformas nesta sexta-feira (5) para atrair mais capital estrangeiro, visando fortalecer o mercado de títulos públicos. As iniciativas buscam simplificar o acesso ao mercado e garantir fluxos estáveis de recursos de longo prazo.

Novas regras para investidores estrangeiros

Essas reformas, reveladas pelo Ministério das Finanças, incluem a ampliação do acesso de pessoas físicas não residentes (PROIs) ao mercado de ações indiano. Segundo as medidas, esses investidores poderão adquirir ações de empresas listadas no país através de um mecanismo que antes era acessível apenas a indianos não residentes e cidadãos de origem indiana.

O limite de investimento dos PROIs em uma única empresa aumentará de 5% para 10%, enquanto o teto total para todos os PROIs passará de 10% para 24%.

Para implementar essas mudanças, o Departamento de Assuntos Econômicos publicará uma emenda nas regras de instrumentos financeiros não relacionados a dívidas, sob a legislação de Gestão de Câmbio.

Mudanças no mercado de renda fixa

Com relação aos títulos de renda fixa, o governo revisará os regulamentos que afetam os investidores de portfólio estrangeiros (FPIs). O caminho de acesso totalmente acessível (FAR) será aprimorado para incluir novas emissões com prazos de 15, 30 e 40 anos, além de títulos verdes soberanos.

O governo também retirará restrições, como o limite para investimentos de curto prazo e a concentração em papéis, embora mantenha um teto global: 6% do total de títulos do governo central e 2% para os títulos estaduais.

Adicionalmente, uma nova isenção fiscal será aplicada aos FPIs, isentando-os de impostos sobre juros e ganhos de capital provenientes dos G-Secs, que entrará em vigor em 1º de abril de 2026.

Essa isenção também foi estendida ao Bank for International Settlements (BIS) para rendimentos relacionados a títulos públicos indianos.

Essas reformas são vistas como chave para criar uma curva de juros mais eficiente e atrair investimentos de longo prazo, como fundos de pensão e seguradoras. O banco central da Índia manteve, por sua vez, a taxa básica de juros em 5,25%, em linha com as expectativas de mercado.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia