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economia
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Governo esboça planejamento orçamentário para 2027

Projetos visam recuperação financeira e aumento do salário mínimo

Tiago Abech21 de abril de 2026 às 04:15
Governo esboça planejamento orçamentário para 2027

A equipe econômica do governo brasileiro revelou, nesta quarta-feira (15), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, que inclui metas financeiras e prioridades orçamentárias para os próximos anos, visando a recuperação da arrecadação fiscal.

O salário mínimo deve subir para R$ 1.717 a partir de janeiro de 2027.

O governo federal planeja garantir uma gradual recomposição do superávit das contas públicas, essencial para estabilizar a dívida no médio prazo. Na busca por equilibrar as contas em 2027, após períodos de déficit durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta é atingir um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa R$ 73,2 bilhões.

Com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, a meta pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões. Importante mencionar que gastos com precatórios e setores como defesa, saúde e educação poderão ser desvinculados dessa regra, permitindo um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem infração das metas.

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O governo continuará tomando medidas para conter o endividamento público, eliminando incentivos fiscais ineficazes e buscando uma tributação mais progressiva.

Ao longo dos primeiros anos de sua gestão, o presidente Lula implementou uma série de aumentos tributários com o intuito de melhorar a arrecadação, mas esses esforços ainda não resultaram em um saldo positivo nas contas.

Cenário tributário no Brasil

A carga tributária no Brasil atingiu seu maior nível em 15 anos, conforme indicado por dados da Receita Federal. Em 2024, a relação entre impostos pagos e a riqueza do país mostrou um aumento significativo, somando 32,4% do PIB.

Principais Medidas Fiscais Implementadas

Entre as ações adotadas pelo governo, destacam-se: tributação de fundos exclusivos de alta renda, aumento de impostos sobre combustíveis, reoneração da folha de pagamentos e alterações nas taxas de IOF e importação.

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