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economia
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C missão exigente de metas fiscais pode atrair investimentos

Estratégia fiscal do governo busca melhorar percepção de risco país

Gabriel Azevedo15 de abril de 2026 às 21:00
C missão exigente de metas fiscais pode atrair investimentos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, destacou que a política fiscal mais rigorosa pode favorecer a percepção do risco Brasil e levar o país a conquistar o grau de investimento, mediante a consistência nas projeções e o cumprimento das metas estabelecidas.

Ceron ressaltou a importância de adotar metas fiscais mais ambiciosas e controlar despesas, afirmando que essa abordagem ajudaria a reduzir o prêmio de risco e a criar um ambiente propício para novos investimentos. "Sim, acredito firmemente que essas medidas acarretarão um aumento de investimentos, uma vez que estabilizam a situação econômica e melhoram a percepção de valor do país", comentou durante a coletiva de imprensa sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027.

A proposta do PLDO visa um superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, alcançando 1,5% em 2030.

O secretário afirmou ainda que o mercado internacional já demonstra uma visão otimista sobre o Brasil, evidenciada nas avaliações de risco feitas pelos investidores internacionais. "Hoje a precificação do Brasil é melhor do que em muitas análises isoladas", garantiu.

Segundo Ceron, algumas divergências entre as expectativas do governo e as do mercado podem ser atribuídas a diferentes premissas sobre o crescimento econômico. No entanto, ele enfatizou que não existem previsões absolutas, mas sim aproximações. "O futuro é sempre incerto, mas temos trabalhado com consistência, frequentemente alinhados com a realidade econômica", completou.

Contexto

As projeções mais otimistas para o crescimento do PIB podem facilitar a gestão da dívida pública e melhorar as contas do governo, enquanto cenários pessimistas exigem um esforço fiscal mais significativo.

O PLDO também prevê a estabilização da dívida pública, que deve ser controlada nos próximos anos, após atingir níveis altos até o final da década.

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