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economia
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IBC-Br registra leve alta de 0,1% em maio, mas desacelera em 2026

Crescimento marginal sugere estabilidade na economia brasileira

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 09:35
IBC-Br registra leve alta de 0,1% em maio, mas desacelera em 2026

Nesta sexta-feira (17), o Banco Central do Brasil divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou um crescimento de 0,1% em maio em comparação ao mês anterior. Apesar da alta, o resultado é considerado marginal, indicando que a atividade econômica manteve-se praticamente estável.

Esse crescimento modesto representa uma desaceleração em relação ao aumento de 0,4% registrado em abril e marca o segundo mês consecutivo de variação positiva, embora mínima. Em termos setoriais, o desempenho foi disparado entre as divisões da economia: a agropecuária enfrentou uma contração de 1%, enquanto a indústria cresceu 0,4% e os serviços tiveram um leve aumento de 0,1%.

No ano, o IBC-Br cresce 1,2% e 0,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, é uma medida vital para avaliar a saúde econômica do país. Quando o PIB cresce, demonstra que a economia está se desenvolvendo e ampliando sua produção. Em contrapartida, uma queda do PIB sugere uma retração econômica e diminuição do consumo e investimento.

Entretanto, um aumento no PIB não garante automaticamente melhora no bem-estar social da população.

Expectativas e Cenários

A desaceleração da atividade econômica prevista para 2026 não surpreende os analistas financeiros e o Banco Central, que atribuem essa situação ao nível elevado da taxa de juros. Atualmente, a Selic é mantida em 14,5% ao ano, uma medida adotada pelo BC para controlar a inflação.

Os profissionais de mercado calculam um crescimento do PIB de 1,99% para este ano, um reflexo da desaceleração em relação ao crescimento de 2,3% em 2025.

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Uma desaceleração do crescimento econômico é parte da estratégia do Banco Central para conter a inflação

uma meta de 3%

Durante a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central observou que o "hiato do produto" permanece positivo, indicando que a economia opera acima de seu potencial sem exercitar pressão inflacionária.

Relação IBC-Br e PIB

Embora o IBC-Br seja considerado uma antecipação dos resultados do PIB, sua metodologia difere da utilizada pelo IBGE. O indicador do Banco Central inclui projeções para os setores agropecuário, industrial e de serviços, além de tributos, mas não leva em conta o lado da demanda, que é considerado no cálculo do PIB do IBGE.

O IBC-Br é uma ferramenta importante para o Banco Central, pois ajuda a determinar a taxa básica de juros do país. Um crescimento econômico mais acentuado pode aumentar a pressão inflacionária, impactando as decisões sobre os juros.

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