Copom se reúne para decidir novo corte na taxa de juros
Expectativa é de redução da Selic para 14,5% ao ano nesta quarta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne hoje para deliberar sobre uma possível nova redução na taxa básica de juros, atualmente fixada em 14,75% ao ano.
Analistas do mercado financeiro esperam uma diminuição de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,5%. Caso essa expectativa se concretize, será a segunda queda consecutiva na taxa, refletindo um esforço do BC para frear as pressões inflacionárias que afetam principalmente a população de menor renda.
✨ O anúncio da decisão do Copom está previsto para ocorrer após as 18h.
Pressões inflacionárias e contexto global
A possível nova redução acontece em um cenário de crescente pressão inflacionária, exacerbada pela guerra no Oriente Médio, que já está elevando os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis no Brasil. Tais fatores têm levado alguns analistas a sugerir que o ciclo de cortes na taxa de juros poderia ser interrompido.
Como o Copom define as taxas
O Banco Central utiliza um sistema de metas para determinar a taxa de juros. Se as expectativas de inflação estão alinhadas com as metas estipuladas, o Copom pode optar por reduzir a taxa. Desde 2025, a meta é estabelecida em 3%, aceitando variações entre 1,5% e 4,5%.
As decisões do Copom são influenciadas pela análise das projeções futuras de inflação, uma vez que as mudanças na Selic levam de seis a dezoito meses para se refletirem em toda a economia. Atualmente, o Banco Central já está considerando as metas para 2027.
Análise dos especialistas
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, acredita que o Copom continuará a reduzir a taxa de forma gradual, sugerindo que a Selic deve cair para 14,5%. Segundo Sung, o nível atual dos juros, influenciado por ajustes passados, conferiu ao BC uma certa segurança para prosseguir com essa estratégia, embora um tom cauteloso seja necessário por conta das incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio.
Análises do Itaú também indicam uma expectativa pela redução para 14,5% ao ano, mas ressaltam que a comunicação do comitê não deve mudar significativamente. O Itaú espera que o Copom enfatize a serenidade e cautela na condução da política monetária, ajustando suas decisões com base em novos dados e na avaliação dos riscos relacionados aos efeitos do conflito internacional sobre os preços.
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