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economia
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Inadimplência atinge 4,7% em maio, maior taxa da série histórica

Banco Central registra aumento na inadimplência em meio ao Desenrola 2.0

Acro Rodrigues01 de julho de 2026 às 09:25
Inadimplência atinge 4,7% em maio, maior taxa da série histórica

A taxa média de inadimplência nas operações de crédito dos bancos subiu para 4,7% em maio de 2026, alcançando um nível recorde histórico, conforme divulgado pelo Banco Central (BC). Essa alta de 0,1 ponto percentual é comparada ao resultado de abril, que foi corrigido para 4,6%.

Esse aumento é particularmente relevante, uma vez que acontece no mês em que foi lançado o "Novo Desenrola Brasil", conhecido como Desenrola 2.0, o mais recente programa do governo voltado para a renegociação de dívidas.

Detalhes sobre a cobrança de dívidas

O indicador de inadimplência considera os pagamentos em atraso que excedem 90 dias, englobando tanto clientes pessoa física quanto jurídica. Para as pessoas físicas, o índice aumentou de 5,5% em abril para 5,6% em maio, o maior registrado até agora. Enquanto isso, a inadimplência nas empresas subiu de 3,1% em abril para 3,2% em maio, o que representa o maior nível desde novembro de 2017.

Até o início de junho, o Desenrola 2.0 já havia renegociado R$ 20 bilhões em dívidas, com um desconto médio de 85%.

Endividamento da população

Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias permaneceu elevado. Em abril, a relação entre a dívida das famílias e a renda acumulada em um ano ficou em 49,8%, um índice alto na série histórica que se iniciou em março de 2011, cuja média é de 42%.

A Serasa Experian também revelou que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, representando 49% da população. Desses, 47% das dívidas, equivalentes a R$ 557,7 bilhões, estão concentradas em instituições financeiras, destacando a relevância do programa Desenrola 2.0.

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