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economia
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Indústria de seguros enfrenta desafios com cortes em subsídios rurais

O setor rural anticipa queda na arrecadação de seguros devido a bloqueios orçamentários.

Giovani Ferreira02 de maio de 2026 às 11:10
Indústria de seguros enfrenta desafios com cortes em subsídios rurais

As seguradoras rurais estão se preparando para um novo ano repleto de desafios, especialmente após os cortes drásticos na subvenção federal para seguros de áreas cultivadas. O governo bloqueou R$ 445,1 milhões do programa, impactando significativamente o setor.

Esse corte veio em um momento já delicado, com a taxa Selic alcançando 15% e o aumento dos eventos climáticos extremos, criando uma situação crítica para o agronegócio. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta uma queda de 3,9% nas receitas do seguro rural em 2026, após uma redução anterior de 8,8%.

O setor rural agora enfrenta uma previsão de arrecadação de apenas R$ 12,9 bilhões em seguros.

Desafios e incertezas no mercado

O descontentamento cresce à medida que as seguradoras pressionam o governo pela recuperação dos recursos e por previsibilidade nos orçamentos futuros. O presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Gláucio Nogueira Toyama, destacou que a falta de subsídios está forçando os produtores a se tornarem mais seletivos na compra de seguros.

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Somando o custo de produção elevado e o endividamento em alta com a falta de apoio do governo, o produtor acaba não conseguindo comprar o seguro

Gláucio Nogueira Toyama.

Governo argumenta restrições fiscais

Enquanto isso, o governo federal, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, defende os cortes citando a necessidade de controlar os gastos públicos. A mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vetada por Lula reforça essa restrição, limitando os recursos para o seguro rural.

Contexto do setor

A área agrícola segurada caiu drasticamente de 13,7 milhões de hectares para menos de 3 milhões desde o início da década, representando apenas 3,3% do total cultivado.

Consequências e propostas para o futuro

Rodrigo Motroni, vice-presidente-executivo da Newe Seguros, alerta para o risco de um ciclo vicioso onde a falta de acesso ao seguro acaba por dificultar ainda mais a capacidade dos produtores em investir e renegociar suas dívidas.

  • 1Necessidade de apoio estatal prioritário para contratação de seguros.
  • 2Possíveis criações de fundos de estabilização para o setor.
  • 3Discussões no Congresso sobre projeto de lei para proteger recursos do seguro rural.
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Esse projeto de lei vem para ajudar a criar mais previsibilidade

Rodrigo Motroni.

A proposta da senadora Tereza Cristina, que prevê transformação da despesa com subsídios de discricionária para obrigatória, está em análise e busca garantir mais estabilidade para as seguradoras e seus segurados.

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