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Carne suína ganha competitividade frente à bovina no Brasil

Diferença de preços entre as carnes atinge nível mais alto em quatro anos.

Gabriel Rodrigues09 de abril de 2026 às 10:20
Carne suína ganha competitividade frente à bovina no Brasil

A competitividade da carne suína em relação à bovina no Brasil atingiu seu nível mais alto em quatro anos, conforme indicam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O aumento na competitividade é resultado da queda nos preços do suíno e da valorização observada na carne bovina durante o mês de março. Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, o preço médio da carcaça especial suína caiu para R$ 10,06 por quilo, apresentando um recuo de 2,8% em relação ao mês anterior.

Carne bovina apresenta aumento de 2,6% em preço médio, chegando a R$ 24,32 por quilo.

De acordo com o Cepea, essa desvalorização da carne suína está ligada à baixa demanda tanto no mercado de animais vivos quanto no setor de carnes, principalmente em função do período da Quaresma, que tradicionalmente reduz o consumo dessa proteína. Em contraste, a carne bovina segue em alta, refletindo a oferta escassa de animais prontos para abate e uma demanda internacional aquecida pela proteína brasileira.

Com essas variações, o diferencial de preços entre as carnes bovina e suína registrou um aumento significativo, alcançando R$ 14,26 por quilo em março, um aumento de 6,8% em relação ao mês de fevereiro. Este é o maior valor desde abril de 2022, quando a diferença foi de R$ 14,66 por quilo.

Esse cenário solidifica a competitividade da carne suína no mercado interno, ampliando sua penetração frente à valorização da carne bovina.

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