IPC-S cai para 0,60% em maio, mostrando inflação desacelerada
Índice reflete mudanças nos preços de combustíveis e alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou uma desaceleração para 0,60% em maio, conforme informações divulgadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) neste domingo (1º). O resultado representa uma leve queda em relação à taxa de 0,65% da terceira quadrissemana do mês e segue abaixo da alta de 0,88% observada em abril.
Nos últimos doze meses, o IPC-S acumula um aumento de 4,11%. O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das previsões do mercado, que apontava para um aumento de 0,61%, com estimativas variando entre 0,50% e 0,65%.
Desempenho dos Grupos
Entre os oito grupos que compõem o IPC-S, quatro apresentaram redução na taxa em comparação com a terceira quadrissemana de maio. O grupo de Transportes teve uma queda de -0,46% para -0,71%, enquanto Alimentação diminuiu de 1,44% para 1,29%. Saúde e Cuidados Pessoais viu sua taxa cair de 0,62% para 0,47%, e Educação, Leitura e Recreação foi de 0,22% para 0,20%.
✨ Os preços dos combustíveis continuam a apresentar queda.
No setor de Alimentação, embora os preços gerais tenham mostrado desaceleração, os itens ainda mantêm uma tendência de alta. O café em pó, por exemplo, viu sua variação cair de -2,93% para -3,29%. Em contrapartida, a batata-inglesa subiu significativamente, de 32,89% para 45,17%, e o tomate passou de 11,34% para 15,42%.
A gasolina e o etanol também apresentaram queda, com variações de -1,39% para -2,01% e -5,42% para -6,90%, respectivamente. Esses combustíveis são particularmente importantes para o setor agropecuário, afetando custos logísticos e a cadeia de biocombustíveis.
Pressões em Outros Setores
Por outro lado, o grupo Habitação viu um aumento de 1,02% para 1,18%, impulsionado pela elevação na tarifa de eletricidade residencial, que subiu de 3,14% para 4,00%. Outros setores, como Vestuário, Despesas Diversas e Comunicação, também registraram aumentos.
Os dados de maio refletem uma perda de força na inflação semanal em comparação a abril, mas evidenciam pressões contínuas em itens essenciais como alimentação e energia. A Fundação Getulio Vargas não forneceu detalhes adicionais sobre as expectativas para os próximos meses.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

FGV Revela Que IGP-M Sobe 0,52% em Março Após Queda em Fevereiro
Índice acumula deflação de 1,83% em 12 meses, com influências do cenário internacional.

Dólar e Ibovespa Reagem a Tensão Global e Indicadores Econômicos
Preços do petróleo sobem com escalada de conflitos, enquanto índices acionários enfrentam quedas.

FMI: Guerra no Irã pressiona preços de energia globalmente
Conflito no Oriente Médio influencia as previsões econômicas

Inflação sobe 0,88% em março, com destaque para transportes e alimentos
Custos elevam variação anual para 4,14%, superando previsões.





