Aumento nos preços de itens alimentícios influencia índices de preços.

A inflação de alimentação e bebidas contribuiu decisivamente para a elevação de 0,58% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12/6). O aumento foi de 1,33%, com os preços de alimentos pesando especialmente na composição deste índice.
Dentro da categoria de alimentação, os produtos consumidos no domicílio sofreram uma escalada de 1,65%. Essa elevação foi puxada por sensíveis aumentos nos preços de itens como batata-inglesa (44,69%), tomate (20,62%), cebola (16,80%) e carnes (1,39%). Em contraste, houve quedas nos preços do café moído (-2,38%) e das frutas (-0,70%).
A alimentação fora do domicílio também apresentou um aumento, atingindo 0,49%. Em comparação a abril, o preço dos lanches caiu de 0,71% para 0,49%, enquanto o valor das refeições foi de 0,54% para 0,51%.
✨ No acumulado de 2026, o IPCA já registra alta de 3,20%, e nos últimos doze meses, a variação foi de 4,72%.
Além de Alimentação e Bebidas, os grupos que mostraram as maiores altas em maio foram Habitação (1,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,90%) e Vestuário (0,62%). Em contrapartida, a única queda veio do setor de Transportes, que registrou -0,46%, influenciada pela redução nos preços dos combustíveis, onde o etanol passou de 0,62% para -6,20%, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina de 1,86% para -1,46%.
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Jornalista especializado em Economia

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