IPC-S da FGV desacelera para 0,49% em junho, mostrando alívio nos preços
Queda na inflação mostra mudanças nos grupos de consumo e commodities.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), monitorado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou uma desaceleração para 0,49% na terceira quadrissemana de junho, após uma alta anterior de 0,57%. Esse resultado resulta em um aumento acumulado de 4,45% nos últimos doze meses.
Mudanças nos Grupos de Consumo
A diminuição na taxa de inflação foi observada em três dos oito grupos analisados. O setor de Alimentação, por exemplo, viu sua taxa cair de 1,30% para 1,03%. Outros grupos que demonstraram moderação foram Habitação, que passou de 0,82% para 0,61%, e Vestuário, que recuou de 0,57% para uma deflação de -0,13%.
Em contrapartida, alguns setores tiveram aumento nas suas taxas. Despesas Diversas subiu de 1,09% para 1,30%, Saúde e Cuidados Pessoais avançou de 0,58% para 0,62%, e Educação, Leitura e Recreação passou de 0,33% para 0,38%.
✨ Gasolina e etanol contribuíram significativamente para a redução do IPC-S.
A redução do IPC-S foi influenciada negativamente pela gasolina, que teve uma variação de -1,50% para -1,17%, além do etanol, que passou de -6,41% para -5,23%. Outros itens que também ajudaram a diminuir o índice foram o café em pó e a tarifa de ônibus urbano.
✨ A batata-inglesa e a tarifa de eletricidade residencial foram os principais responsáveis pela pressão de alta.
Por outro lado, pressionaram os preços para cima a batata-inglesa, que teve uma queda significativa, passando de 37,19% para 24,99%, e a tarifa de eletricidade residencial, que caiu de 2,34% para 1,61%.
Contexto Geral
Embora tenha havido um alívio no índice geral nesta terceira quadrissemana de junho, itens como alimentos e serviços regulados ainda têm um impacto considerável na composição do IPC-S.
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