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economia
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JPMorgan alerta para riscos de tarifas entre Brasil e EUA

Economista Cassiana Fernandez destaca necessidade de negociação contínua

João Pereira09 de junho de 2026 às 11:55
JPMorgan alerta para riscos de tarifas entre Brasil e EUA

Durante um seminário realizado em São Paulo, Cassiana Fernandez, economista-chefe do JPMorgan no Brasil, ressaltou que um dos principais riscos na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é a possível aplicação de tarifas adicionais, decorrentes das recentes medidas anunciadas pela administração de Donald Trump.

Fernandez, que falou no Seminário Econômico Brasil-EUA promovido pelo Lide, enfatizou a importância da continuidade nas negociações para evitar a imposição de novas barreiras econômicas.

A tarifa média ponderada dos EUA sobre produtos brasileiros é atualmente de 11% e pode aumentar para 19% com tariffs adicionais propostos.

A especialista destacou que as tarifas não afetam igualmente todos os setores, e que um aumento na alíquota poderia impactar diretamente certas cadeias produtivas, apesar de o impacto global sobre as exportações brasileiras ser ainda limitado em comparação a outros mercados.

Fernandez também alertou que a resposta do Brasil às tarifas norte-americanas poderia gerar consequências, como um aumento da pressão inflacionária em um cenário econômico já frágil.

Adicionalmente, ela apontou uma assimetria nas relações comerciais, onde, enquanto o comércio enfrenta pressões tarifárias, os investimentos diretos dos EUA no Brasil continuam a ser significativos.

Em 2026, os investimentos diretos americanos no Brasil devem corresponder a 3,3% do PIB do país, superando a participação da China, que está entre 7% e 8%.

A economista chamou atenção para a necessidade de vigilância em setores exportadores, especialmente nas cadeias agroindustriais, por conta das potenciais mudanças tarifárias que podem afetar a competitividade e o custo de acesso ao mercado americano.

Por fim, a recomendação de Fernandez é manter um ambiente de negociação aberto e um cenário de estabilidade econômica, já que os detalhes sobre as tarifas e seu impacto setorial ainda não foram definidos.

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