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economia
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Juros futuros caem com melhora do apetite ao risco global

Pesquisa eleitoral também influencia o mercado brasileiro

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 18:35
Juros futuros caem com melhora do apetite ao risco global

Os contratos de juros futuros encerraram em baixa nesta segunda-feira, dia 3, devido a um aumento no apetite ao risco no cenário internacional, além de repercussões de pesquisas eleitorais no Brasil.

As taxas da DI para janeiro de 2027 se fixaram em 13,805%, uma leve elevação em relação aos 13,795% da última sexta-feira. Para janeiro de 2028, o número caiu de 13,860% para 13,810%, enquanto a taxa para janeiro de 2029 baixou de 14,096% para 13,980%. A expectativa também foi de queda para janeiro de 2031, que passou de 14,382% para 14,190%.

Impacto do Petróleo

O principal fator para a redução das taxas foi a queda nos preços do petróleo, que recuaram cerca de 5%, fechando em US$ 83,77. Essa diminuição se deveu ao otimismo a respeito da retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, após a desistência do presidente Donald Trump de uma ação militar contra o país.

Expectativas do mercado apontam 98% de chance de corte na Selic na próxima reunião do Copom.

Cenário Eleitoral

A pesquisa da BTG/Nexus mostrou um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. As expectativas para um segundo turno mostram Flávio com 45% e Lula com 46%.

O economista Rafael Ihara, da Meraki Capital, indicou que a redução nas taxas reflete não apenas a melhora externa mas também o feedback dos últimos levantamentos eleitorais. Contudo, Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa, ressaltou que, apesar da queda, as taxas continuam elevadas, especialmente para o vencimento de janeiro de 2031.

Para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), as expectativas são de um corte de 25 pontos-base, e para setembro, o mercado também mostra viabilidade para outra redução do mesmo montante. No fechamento da curva, a projeção para a Selic até o final de 2026 permanece em 13,75%.

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