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economia
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Lula e Trump promovem avanços nas relações comerciais

Encontro entre líderes reduz tensões diplomáticas entre Brasil e EUA

Tiago Abech15 de maio de 2026 às 09:30
Lula e Trump promovem avanços nas relações comerciais

O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em Washington na quarta-feira (7), representa um avanço significativo na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, conforme indicado pelo Indicador de Comércio Exterior (Icomex).

De acordo com uma análise divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) na última sexta-feira (15), o evento ajudou a mitigar os chamados "ruídos diplomáticos permanentes" entre as nações, mas não elimina as discussões técnicas que ainda precisarão ser abordadas por equipes de ambos os governos.

Normalização das relações entre Brasil e EUA é crucial, mas com riscos externos ao comércio.

Embora a melhoria no diálogo seja um passo importante, o Icomex observa que o comércio exterior brasileiro continua sujeito ao cenário internacional. Um dos pontos críticos destacados é a relação entre Estados Unidos e China, que também se intensificou recentemente com a reunião de Trump e Xi Jinping.

A FGV adverte que uma possível redução nas tensões entre as duas potências pode beneficiar o comércio global. Contudo, isso poderia resultar em maiores importações de soja pelos Estados Unidos, o que, se concretizado, poderia impactar as vendas brasileiras para a China, mesmo que os EUA não consigam atender a toda a demanda chinesa.

Contexto

O relatório também menciona a guerra no Irã como um fator de risco significativo que pode influenciar as exportações brasileiras de carne de frango, carne bovina e milho, além de afetar a compra de insumos como adubos e óleos.

Nos primeiros quatro meses de 2026, a balança comercial do Brasil apresentou um superávit de US$ 24,8 bilhões, uma melhora em relação aos US$ 7,5 bilhões no mesmo intervalo de 2025. Em abril, o saldo foi de US$ 10,5 bilhões, com a China gerando um superávit de US$ 11,6 bilhões, ou seja, 47% do total registrado até aqui.

Analistas da FGV projetam que a balança comercial deve concluir 2026 com um superávit entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões, assumindo que o conflito no Oriente Médio não se prolongue e que não ocorram alterações significativas na política externa dos EUA.

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