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economia
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Mercado financeiro revisa inflação e Selic para 2026

Estimativas de inflação caem, mas projeções de juros se mantêm

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 09:10
Mercado financeiro revisa inflação e Selic para 2026

O Banco Central atualizou suas previsões econômicas, reduzindo a expectativa média de inflação para 2026 de 5,30% para 5,16%, conforme o 'Boletim Focus' divulgado recentemente. Essa informação resulta de uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras realizada na última semana.

Inflação de 2026 ajustada para 5,16%: sinal de otimismo?

As estimativas para anos subsequentes também foram revisadas, com a previsão para 2027 subindo de 4,18% para 4,20%. A expectativa para 2028 permanece em 3,70%, enquanto a projeção para 2029 continua em 3,50%.

Desde 2025, a meta de inflação estipulada pelo Banco Central é de 3%, com uma faixa permitida entre 1,50% e 4,50%. Isso é crucial, pois a inflação elevada prejudica o poder de compra da população, especialmente das classes mais baixas.

Projeção da Selic continua em 14%

Embora a previsão de inflação tenha aumentado, os especialistas do mercado financeiro seguem projetando uma queda na taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está fixada em 14,25% ao ano, após três cortes ao longo deste ano. Para o encerramento de 2026, a expectativa é que a Selic se mantenha em 14% ao ano.

Para 2027, a projeção se mantém em 12% ao ano, enquanto para 2028, os analistas aumentaram sua expectativa para 10,50% ao ano.

Crescimento do PIB e taxa de câmbio

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 permanece em 1,99%, alinhando-se ao crescimento de 2,3% registrado no último ano. Para 2027, a projeção foi reduzida para 1,65%.

Quanto à taxa de câmbio, os economistas mantêm suas previsões em R$ 5,20 por dólar para este ano e R$ 5,28 por dólar ao final de 2027.

Contexto

A inflação é um indicador crítico, pois seu aumento compromete o poder de compra dos consumidores. A manutenção da taxa Selic alta é uma tentativa de controlar a inflação, mas desafios permanecem no cenário econômico.

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