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Taxas de DI flutuam em meio a reavaliação da Selic

Mercado reflete movimentos técnicos e queda do petróleo

Mariana Souza09 de junho de 2026 às 18:45
Taxas de DI flutuam em meio a reavaliação da Selic

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) exibiram uma movimentação divergente nesta terça-feira, 9 de dezembro. Após um início de pregão em que mostraram leve alívio, a tendência mudou, influenciada pela queda nas cotações do petróleo e ajustes na curva de juros.

No fechamento, os vértices intermediários e longos permaneceram estáveis em relação ao ajuste anterior. Durante a manhã, a curva de juros futuros apresentou uma leve diminuição, impulsionada pelo recuo do petróleo Brent, que encerrou a jornada em baixa de 2,97%, cotado a US$ 91,45 por barril.

O mercado interpretou a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, que poderia expandir a oferta de petróleo globalmente, como um fator que aliviará a pressão inflacionária.

Entretanto, esse alívio rapidamente se dissipou ao longo do dia. Analistas do setor observam que houve uma redução de posições anteriormente apostadas na queda das taxas futuras, culminando em uma reavaliação das expectativas para a taxa Selic.

Ao final da sessão, a taxa DI para janeiro de 2027 conquistou leve aumento de 14,473% para 14,48%. Da mesma forma, o DI para janeiro de 2029 teve uma alta, passando de 14,928% para 14,92%. Já o contrato de janeiro de 2031 caiu de 14,774% para 14,755%.

Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, afirmou que as oscilações foram guiadas mais por fatores técnicos do que por notícias relevantes internas ou externas. A instituição considera a possibilidade de manter a Selic em 14,50% por um tempo estendido, dada a incerteza em torno de cortes futuros.

O economista-chefe da Bravonte Capital, Eduardo Velho, reforçou a ideia de que o Banco Central deve manter a Selic inalterada em 14,50% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

No que diz respeito ao mercado de títulos públicos, o Tesouro Nacional ofertou 150 mil Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), com uma absorção de 133,4 mil papéis. A variação na curva de juros é crucial para setores como o agropecuário, uma vez que afeta o custo de captação e as decisões de investimento de produtores e cooperativas.

A expectativa do mercado agora se volta para a próxima reunião do Copom e para as orientações do Banco Central sobre a manutenção da atual taxa Selic. Sem altercações significativas no cenário local nesta terça-feira, a movimentação do dia revelou que os juros futuros permanecem suscetíveis a reavaliações técnicas.

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