Petróleo atinge alta significativa em meio a tensões no Oriente Médio
Mercados refletem incertezas e restrições no tráfego marítimo.

Nesta quinta-feira (23), os preços do petróleo fecharam em alta pela quarta vez consecutiva, impulsionados pelas tensões persistentes no Oriente Médio e pela falta de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além da manutenção das interrupções no tráfego maritime pelo Estreito de Ormuz.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho registrou um aumento de 3,11%, subindo US$ 2,89 e fechando a US$ 95,85 por barril. Enquanto isso, o petróleo Brent na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres também viu um avanço de 3,1%, ou US$ 3,16, alcançando US$ 105,07 por barril.
Os preços inicialmente oscilaram em resposta a especulações sobre potenciais negociações para resolver o conflito na região e a possível reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, os valores começaram a subir após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que ordenou à Marinha americana que reaja a qualquer tentativa de colocar minas na região.
✨ A retirada das minas no Estreito de Ormuz pode levar até seis meses, segundo o Pentágono, aumentando a pressão logística em uma rota vital para o petróleo.
De acordo com Angie Gildea, especialista da KPMG em petróleo e gás, a continuidade da guerra e a consequente alta do petróleo podem reduzir a demanda global. Se a situação não mudar até junho, a destruição da demanda poderá ser significativa no final do segundo trimestre.
Em termos diplomáticos e militares, o Irã anunciou o ativamento de suas defesas antiaéreas e Israel se preparou para intensificar suas operações, enquanto os militares dos EUA apreenderam mais um petroleiro relacionado ao Irã. Informações da agência israelense N12 indicam que Mohammad Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, saiu da equipe negociadora com os americanos.
O mercado permanece atento aos desenvolvimentos do cessar-fogo e à situação no Estreito de Ormuz, enquanto a falta de normalização na rota marítima e a incerteza militar sustentam uma tendência de alta volatilidade e preços elevados.
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