Voltar
economia
2 min de leitura

Petróleo se recupera após ataque a navio, mas queda semanal persiste

Tensão geopolítica afeta preços do petróleo e do agronegócio

Fernanda Lima26 de junho de 2026 às 14:10
Petróleo se recupera após ataque a navio, mas queda semanal persiste

Nesta quinta-feira (25), o mercado de petróleo bruto interrompeu uma sequência de perdas ao registrar uma alta, impulsionada por um incidente envolvendo um navio cargueiro que foi atingido por um projétil nas proximidades de Omã.

De acordo com a DATAGRO, o preço do Brent para agosto de 2026 subiu 2,1%, passando a ser negociado a US$ 75,26 por barril. Contudo, mesmo com essa recuperação diária, o petróleo ainda apresenta uma queda acumulada de 6,6% na semana, resultado do sentimento negativo predominante nas sessões anteriores.

O ataque ao navio elevou as tensões na região, refletindo a sensibilidade do mercado a crises geopolíticas.

Após o fechamento dos mercados, autoridades americanas afirmaram que o Irã foi responsável pelo ataque. O navio foi alvejado enquanto realizava a passagem pelo Estreito de Ormuz, aumentando a incerteza sobre a segurança das rotas marítimas nessa área crítica, responsável por cerca de 20% do petróleo negociado mundialmente.

Contexto

O governo iraniano advertiu que embarcações fora dos corredores de navegação estabelecidos não contarão com garantias de segurança, o que pode intensificar o risco para o tráfego marítimo na região.

Essa volatilidade nos preços do petróleo repercute diretamente no agronegócio brasileiro. O custo elevado do barril pressiona os preços dos fertilizantes nitrogenados, cuja produção utiliza gás natural, e do diesel, essencial para as atividades agrícolas, como plantio, colheita e transporte de grãos.

Consequentemente, um aumento nos preços do petróleo pode impactar toda a cadeia produtiva, gerando custos logísticos maiores do campo ao porto, o que pode prejudicar a competitividade das commodities brasileiras no mercado internacional.

O setor agrícola observa com atenção a evolução das tensões no Golfo Pérsico, reconhecendo que a instabilidade nessa região pode ter efeitos imediatos sobre o desempenho econômico e o custo dos insumos.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia