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economia
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Petróleo sobe após ataques no Estreito de Ormuz e prolongamento do cessar-fogo

Mercados reagem a conflitos e negociações entre EUA e Irã

Tiago Abech22 de abril de 2026 às 11:45
Petróleo sobe após ataques no Estreito de Ormuz e prolongamento do cessar-fogo

Os preços do petróleo tiveram um aumento significativo nesta quarta-feira, 22, em resposta a ataques iranianos a navios porta-contêineres nas proximidades do Estreito de Ormuz, logo após a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de prorrogar o cessar-fogo com o Irã para facilitar as negociações de paz.

Às 11h15, o petróleo tipo Brent registrava um avanço de cerca de 2%, alcançando US$ 100 por barril, enquanto o WTI, a referência americana, também subia mais de 2%, cotado a US$ 91 por barril.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que ambos os navios foram atacados, com um dos incidentes sendo atribuído à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, embora as tripulações das embarcações estejam em segurança.

Antes da divulgação dos ataques, analistas observaram que a extensão do cessar-fogo por Trump gerou um otimismo moderado no mercado, mesmo com a continuidade das restrições dos EUA sobre os portos iranianos.

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É do interesse de ambas as partes chegar a um acordo

Mohit Kumar, economista-chefe da Jefferies.

Kumar também destacou que, embora haja esperança quanto a um acordo, os preços do petróleo não devem retornar aos patamares anteriores ao conflito, com previsões de estabilização entre US$ 75 a US$ 80 por barril nos próximos meses.

Desempenho dos Mercados

Os mercados acionários apresentaram resultados mistos. Na Ásia, os índices Kospi da Coreia do Sul, Nikkei do Japão e Shanghai Composite da China fecharam com leves altas, enquanto o índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,2%. Na Europa, os mercados se mantiveram estáveis e os índices nos EUA apresentaram um desempenho positivo, ao passo que o Brasil atravessou um dia de perdas.

Os mercados ponderam as boas notícias do cessar-fogo em relação à estagnação nas negociações de paz e ao fechamento do Estreito de Ormuz — Emma Wall, estrategista-chefe da Hargreaves Lansdown.

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