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economia
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PicPay é alvo de investigação por descontos irregulares em folha

Banco digital é investigado por supostos desvios na folha de pagamento do DF

Tiago Abech19 de junho de 2026 às 09:25
PicPay é alvo de investigação por descontos irregulares em folha

A PicPay, banco digital brasileiro fundado em 2012, está sob investigação do Ministério Público e da Polícia Civil por supostos descontos indevidos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal. O caso levanta preocupações sobre a conduta da empresa, especialmente após sua recente abertura de capital na Nasdaq.

Contexto da Investigação

Segundo as denúncias, a PicPay teria realizado descontos questionáveis através de seu serviço de adiantamento salarial. A investigação se intensificou após o escritório do governador Ibaneis Rocha receber R$ 1 milhão do grupo J&F Participações, controlador da PicPay, gerando um efeito dominó envolvendo a CPMI do INSS.

Eduardo Chedid Simões, CEO da PicPay, é um dos alvos da operação, após ser citado por sua participação em práticas irregulares de crédito consignado.

Trajetória da PicPay

A PicPay começou como uma fintech em Vitória, Espírito Santo, recebendo autorização do Banco Central em 2022 para atuar plenamente como instituição financeira. Recentemente, a empresa fez um IPO na Nasdaq, levantando aproximadamente US$ 434,3 milhões, o que a posicionou como a primeira empresa brasileira a fazer tal oferta em cinco anos.

Com mais de 68,6 milhões de clientes ao final do primeiro trimestre de 2026, a PicPay registrou um lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões, refletindo um crescimento impressionante de 92% em relação ao ano anterior.

"

A prática de descontos indevidos em folhas de pagamento é um tema que suscita grave preocupação e deve ser tratado com seriedade pelas autoridades

especialista em direito financeiro.

Contexto Adicional

A PicPay adquiriu a Guiabolso em 2021 e a BX Blue em 2023, diversificando suas operações no setor financeiro.

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