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política
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Cláudio Castro está sob investigação da PF por aporte suspeito no Banco Master

Ex-governador é o foco da oitava fase da Operação Compliance Zero.

Giovani Ferreira26 de maio de 2026 às 11:50
Cláudio Castro está sob investigação da PF por aporte suspeito no Banco Master

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que busca investigar irregularidades relacionadas a aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, o fundo responsável pelos benefícios de servidores estaduais, ao Banco Master.

A operação visa desmantelar um esquema complexo de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro, supostamente vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro e seu conglomerado. A quantia em questão foi investigada como parte das movimentações financeiras do Rioprevidência, que atende cerca de 235 mil aposentados e pensionistas.

A PF já identificou uma relação próxima entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, o que levantou suspeitas sobre a legitimidade desses aportes.

Histórico da Operação Compliance Zero

Desde o seu início, a Operação Compliance Zero tem desvendado uma série de fraudes e corrupção associadas ao Banco Master. Cada fase revelou novos desdobramentos e envolvidos, desde diretores e políticos até ex-integrantes da Polícia Federal.

  • 11ª fase: prisão de Daniel Vorcaro por fraude bilionária.
  • 22ª fase: mandados contra familiares e bloqueio de R$ 5,7 bilhões.
  • 33ª fase: expansão da investigação para crimes de intimidação e espionagem.
  • 44ª fase: suspeitas sobre aportes do Banco de Brasília (BRB).
  • 55ª fase: investigações na esfera política, atingindo o senador Ciro Nogueira.
  • 66ª fase: prisão do pai de Vorcaro e de um policial federal.
  • 77ª fase: investigação de vazamentos de informações confidenciais.
  • 88ª fase: foco em Cláudio Castro e fraudes com o Rioprevidência.
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A relação próxima entre os investigados sugere um esquema maior de conivência no desvio de recursos públicos.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro já havia alertado sobre atividades irregulares em relação ao Banco Master, banindo novos aportes relacionados a esse grupo. Este novo desdobramento da investigação é considerado crucial para entender a extensão das corrupção e o impacto sobre os recursos destinados ao Rioprevidência.

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