Pix é defendido pela Febraban após críticas dos EUA
Entidade afirma que sistema promove competição e inclusão financeira

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamentos instantâneos, Pix, após o governo dos Estados Unidos criticá-lo com base em uma avaliação considerada incompleta.
Em um comunicado, a Febraban contestou as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), afirmando que o órgão se baseou em dados insuficientes sobre a funcionalidade e os objetivos do Pix. Essas críticas surgiram após a divulgação de uma investigação comercial que sugere que a operação do sistema poderia prejudicar a concorrência para empresas norte-americanas no Brasil.
✨ O Pix é destacado como uma infraestrutura de pagamento que não visa lucro, mas sim aumentar a competição no setor financeiro.
A federação enfatiza que o objetivo do Pix é melhorar a eficiência do sistema financeiro, promovendo competição. A Febraban determinou que o Pix opera como uma plataforma aberta, acessível a residentes do Brasil, sem discriminação de qualquer empresa, desde que atue no país e utilize a moeda local.
Inclusão Financeira e Acesso
Além disso, a entidade argumentou que o Pix contribui para a inclusão financeira, pois oferece transferências gratuitas entre pessoas físicas. Contudo, podem haver taxas para empresas, mas não há distinção entre empresas locais e estrangeiras.
✨ O Pix tem sido fundamental na redução de custos e na ampliação do acesso ao sistema de pagamentos digitais.
Desafios e Propostas Futuras
A Febraban expressou otimismo quanto à contribuição do Banco Central e das instituições financeiras, esperando que essas intervenções ajudem a esclarecer as preocupações levantadas pelo USTR durante a consulta pública. Essa discussão ocorre em paralelo à proposta do governo dos EUA de uma tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, como parte de uma investigação sobre práticas comerciais desleais.
Em documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos, o Pix é frequentemente mencionado como um possível obstáculo para a atuação de empresas estrangeiras no campo dos pagamentos digitais. Contudo, essa visão é contestada pelo sistema financeiro brasileiro.
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