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CNI e Amcham pedem negociações para evitar tarifas sobre produtos brasileiros

Organizações buscam alternativas à imposição de tarifas pelos EUA

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 22:50
CNI e Amcham pedem negociações para evitar tarifas sobre produtos brasileiros

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), juntamente com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a U.S. Chamber of Commerce, lançou um apelo nesta quinta-feira (9) por negociações adicionais. O objetivo é evitar a implementação de tarifas que poderiam afetar negativamente os produtos brasileiros nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos acusam o Brasil de usar práticas que dificultam o comércio bilateral e planejam aplicar uma taxa de 25% sobre certos produtos nacionais. A data limite para que o governo americano tome uma decisão sobre essa penalidade é 15 de julho.

Iniciativas e diálogos em andamento

As equipes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) estão envolvidas em discussões técnicas com representantes do governo dos EUA. O ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic, relata ter participado de um encontro virtual com o assessor comercial da Casa Branca, Jamieson Greer. Ele afirmou que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é manter sempre o diálogo aberto.

Paralelamente, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) organizou audiências públicas permitindo que diversas partes interessadas, incluindo empresas e associações, expressassem suas opiniões sobre o assunto. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, também se manifestou, criticando tanto o STF quanto Lula durante o evento.

O USTR é responsável por definir a política comercial dos EUA e pode recomendar a imposição de tarifas.

Esperança por uma solução colaborativa

As organizações envolvidas esperam que as conversas em andamento resultem em soluções práticas que possam aumentar a previsibilidade nas relações comerciais. Elas sugerem uma abordagem em duas etapas: primeiramente, tratando das questões comerciais mais imediatas, e em um segundo momento, ampliando para temas estratégicos de longo prazo.

No curto prazo, as sugestões incluem aumentar o acesso a mercados nos setores de segurança energética, data centers e inteligência artificial; aprimorar a cooperação regulatória nos setores automotivo e farmacêutico; e acelerar o exame de patentes no Brasil.

No futuro, as entidades propõem discutir áreas como economia digital e descarbonização industrial. Elas acreditam que a negociação em vez da imposição de tarifas pode gerar resultados mais sustentáveis e positivos para todos os envolvidos.

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