Nova proposta orçamentária reflete mudanças em previsões econômicas

O Ministério do Planejamento e Orçamento apresentou nesta segunda-feira (31) o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027, que estimula um crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. Esta projeção é menor do que o índice de 2,56% indicado anteriormente no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado em abril.
De acordo com o Relatório Focus do Banco Central, a expectativa do mercado aponta uma mediana de 1,50% para o PIB. A proposta orçamentária também revisou os parâmetros de inflação, sendo a nova previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,60%, superior ao 3,04% do PLDO. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a projeção subiu de 3,06% para 3,69%.
✨ O novo salário mínimo será fixado em R$ 1.741,00, representando um aumento de 7,40% em relação ao valor atual de R$ 1.621,00.
A proposta também mantém a previsão para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 4,00%. Em relação à política monetária, o governo agora prevê para a taxa Selic uma média de 12,53% ao final de 2027, mostrando um aumento significativo em comparação com a estimativa anterior de 10,55%.
A proposta orçamentária inclui um câmbio médio de R$ 5,22, distinto dos R$ 5,47 previstos anteriormente, e um ajuste no preço do barril de petróleo, passando de US$ 67,69 para US$ 71,03. A massa salarial nominal, por sua vez, teve a taxa de crescimento reduzida de 11,19% para 10,14%.
O governo está pronto para enviar formalmente o PLOA ao Congresso Nacional ainda hoje, buscando revisar os principais parâmetros macroeconômicos que serão utilizados no Orçamento de 2027.
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Jornalista especializado em economia

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