Voltar
economia
2 min de leitura

Preços do chocolate premium sobem e afetam Dia dos Namorados

Custo elevado do cacau impacta presentes na data, alerta especialista

Giovani Ferreira09 de junho de 2026 às 16:10
Preços do chocolate premium sobem e afetam Dia dos Namorados

Os brasileiros devem se preparar para preços mais altos nos chocolates premium neste Dia dos Namorados. Segundo Lucca Bezzon, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a elevação nos custos e incertezas na produção de cacau impactam os preços das iguarias, além da tradicional demanda nessa data celebrada em junho.

Causas do aumento dos preços

Bezzon aponta que o preço do cacau chegou a incríveis US$ 12,5 mil por tonelada em 2024, um nível histórico que forçou a indústria a rever sua estratégia, modificando produtos, diminuindo as quantidades e aumentando os valores. Atualmente, as cotações já caíram para valores entre US$ 3 mil e US$ 4 mil por tonelada, mas essa redução ainda não foi refletida nas prateleiras do varejo.

Os chocolates premium são os mais impactados por essa discrepância entre os valores de mercado e os preços ao consumidor.

O analista explica que a oscilação de preços leva tempo até ser absorvida pelo setor, geralmente entre oito a doze meses. Embora o cacau tenha visto seu valor inicial se estabilizar ao rededor de US$ 6 mil por tonelada no começo de 2026, a recuperação completa da indústria está sendo dificultada por incertezas relacionadas à produção global e questões climáticas nas regiões de cultivo da África e do Brasil.

Incertezas no setor chocolateiro

Esse cenário cria uma hesitação por parte das empresas em retornar aos níveis anteriores de produção. De acordo com Bezzon, a preocupação com novas variações na oferta e nos preços faz com que os chocolates de maior qualidade permaneçam sob pressão de custo. Para o consumidor, isso significa um aumento significativo no valor dos chocolates, mesmo com a redução no preço do cacau.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia