Inflação na China atinge maior nível em 45 meses, mas sem novas políticas
A alta nos preços ao produtor e ao consumidor gera preocupação, mas medidas econômicas são improváveis.

Os preços ao produtor na China dispararam, alcançando o maior incremento em 45 meses, conforme indicam os dados mais recentes. Apesar da pressão inflacionária e dos altos custos globais de energia, analistas acreditam que isso não resultará em novas medidas de política econômica.
Em abril, o índice de preços ao produtor (IPP) subiu 2,8% em comparação com o ano anterior, superando a previsão de 1,6% de analistas consultados pela Reuters. Este aumento marca um retorno ao crescimento após 41 meses consecutivos de queda, sendo o último aumento registrado em março, que fechou em 0,5%.
✨ A inflação ao consumidor também registrou alta de 1,2% em abril, impulsionada por flutuações nos preços de gasolina e joias de ouro.
Os responsáveis pela análise da Capital Economics ressaltaram que, embora os fatores inflacionários tenham ganhado força, eles não devem provocar um impulso inflacionário mais amplo. A pressão sobre os preços, segundo eles, ainda é considerada controlada.
Em termos mensais, os preços ao produtor subiram 1,7% em abril, comparados ao aumento de 1% registrado em março. A alta foi atribuída, em parte, ao crescimento dos preços em setores como metais não ferrosos, combustível e tecnologia.
As autoridades chinesas têm enfatizado a importância de estimular o consumo interno e controlar a concorrência excessiva, enquanto buscavam melhorar as margens de lucro que têm sofrido com as pressões deflacionárias. O aumento dos custos globais de energia também impacta diretamente o custo de vida e as tarifas de combustível nas companhias aéreas.
Contexto
O planejamento estatal da China já elevou os preços de gasolina e diesel como resposta ao aumento dos custos globais, especialmente após o início de conflitos no Oriente Médio.
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