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economia
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Preços do etanol têm queda em 20 estados e estabilidade em outros

Os preços do etanol hidratado caem na maioria dos estados brasileiros.

Camila Souza Ramos25 de maio de 2026 às 09:10
Preços do etanol têm queda em 20 estados e estabilidade em outros

Os preços do etanol hidratado apresentaram uma queda significativa na última semana em 20 estados brasileiros, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No cenário nacional, o preço do litro do biocombustível caiu 2,51%, atingindo R$ 4,27.

Em São Paulo, que é o maior produtor e consumidor de etanol do Brasil, o preço do litro caiu 1,97%, resultando em R$ 3,99. Contudo, em quatro estados e no Distrito Federal houve aumento nos preços, com destaque para Alagoas, onde o litro subiu 3,13%, alcançando R$ 5,27.

Aumento em algumas regiões

Além de Alagoas, o Acre também registrou uma alta de 0,75%, com o preço chegando a R$ 5,35 por litro. O Distrito Federal viu um aumento de 0,68%, subindo para R$ 4,43, enquanto o Piauí e Rondônia tiveram aumentos de 0,60% e 0,18%, respectivamente.

O menor preço do etanol registrado foi de R$ 2,98 em São Paulo, enquanto o maior foi de R$ 6,59 em Pernambuco.

Em termos de competitividade em relação à gasolina, o etanol se mostrou vantajoso em apenas sete estados e no Distrito Federal. A paridade média do etanol em relação à gasolina foi de 64,50%, um percentual que favorece o uso do biocombustível.

Os estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram os melhores índices de paridade, com valores que variam entre 61,67% e 64,26%. Já na Bahia, Goiás e outros, a paridade ficou abaixo de 70%.

Expectativas futuras

O cenário atual indica uma acomodação nos preços ao consumidor, refletindo uma variação significativa entre as regiões. Para o setor sucroenergético, o preço do etanol no varejo se tornou um parâmetro fundamental para o escoamento do produto e a concorrência com a gasolina.

Ainda não há previsões da ANP para as próximas semanas, mas especialistas do setor acreditam que o etanol poderá continuar competitivo, mesmo com paridades superiores a 70% em alguns casos.

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