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economia
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Conflito na Ucrânia eleva preços do trigo e soja no mercado global

Ataques ucranianos provocam altas nos futuros de grãos

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 08:50
Conflito na Ucrânia eleva preços do trigo e soja no mercado global

Os preços do trigo experimentaram uma alta significativa após a confirmação de ataques de drones ucranianos a navios graneleiros e petroleiros da Rússia no Mar de Azov. Este local é crucial para as exportações agrícolas da Rússia, principalmente de trigo, e nesta quarta-feira (15), o contrato de setembro atingiu um aumento de 3,5%.

O governo russo acusou a Ucrânia de terrorismo marítimo, citando a intensificação dos ataques na região, o que gera preocupado impacto no comércio de grãos. Vale destacar que a Rússia ocupa a posição de maior exportadora global de trigo, embora não seja a líder na produção.

Previsões de Safra e Exportação

A colheita da nova safra de trigo na Rússia teve início em junho, com previsões de produção superando 90 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, sendo cerca de 25% desse total destinado à exportação.

China aumenta compras de soja, influenciando o mercado

Em outro setor do agronegócio, os contratos futuros da soja também estão em ascensão, registrando um aumento de 0,5% em Chicago, nesta quarta-feira (15). O preço atual está em US$ 11,97 por bushel, revertendo a baixa do dia anterior.

Condições Climáticas nos EUA

A produção de soja nos Estados Unidos está sob vigilância em função das altas temperaturas e condições secas predominantes nas áreas agrícolas, podendo alcançar picos de até 38°C. Um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA indica que 65% da safra de soja está em boas condições.

No Porto de Paranaguá, a saca de soja recuou ligeiramente em 0,16%, mas ainda se mantém acima dos R$ 140. O mercado é sustentado pelo forte apetite da China, que em junho adquiriu o maior volume mensal de soja, totalizando 13,55 milhões de toneladas.

Esse aumento representa um crescimento de 10,5% em comparação a junho de 2025 e de 14,9% em relação a maio. Segundo a corretora Guoyuan Futures, a demanda se elevou graças à abundante produção brasileira e ao desembaraço de cargas atrasadas nos portos.

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