Preços do petróleo alcançam alta de quatro anos com conflito no Oriente Médio
A Opep+ aumenta a cota de produção, mas impacto é limitado

Os preços do petróleo dispararam para o maior patamar em quatro anos, beirando os US$ 120 por barril, em função do acirramento do conflito no Oriente Médio.
Neste domingo (5), a Opep+ decidiu por um aumento na cota de produção em 206 mil barris diários para maio. No entanto, esse incremento parece permanecer apenas no papel, já que a habilidade dos principais países membros de aumentar a produção tem sido severamente afetada pela guerra entre Estados Unidos e Irã e suas repercussões em Israel.
✨ Os preços do petróleo estão pressionando o custo dos combustíveis globalmente.
Desde o fim de fevereiro, a guerra resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, a rota marítima crucial para o transporte de petróleo, cortando as exportações de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Iraque. Esses países eram, antes do conflito, os únicos do grupo a terem capacidade de aumentar a produção.
Embora o aumento de 206.000 barris por dia represente uma fração de 2% do suprimento bloqueado pela situação no estreito, fontes da Opep+ afirmam que essa pode ser uma indicação positiva de intenções futuras de elevar a produção assim que a situação se normalize.
Contexto
A consultoria Energy Aspects qualificou o aumento da cota da Opep+ como "acadêmico", considerando que a interdição no Estreito de Ormuz continua. Jorge Leon, ex-analista da Opep, frisou que essas adições se tornam irrelevantes enquanto a hidrovia permanecer fechada.
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