EUA Planejam Retomar Controle do Estreito de Ormuz, Afirma Secretário do Tesouro
Scott Bessent garante liberdade de navegação e confiança no abastecimento global de petróleo.

Na última segunda-feira (30), Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA, declarou que o país está determinado a restabelecer o controle sobre o Estreito de Ormuz, fundamental para a navegação no comércio de petróleo mundial. Em uma entrevista ao programa "Fox & Friends", ele assegurou que, apesar das tensões recentes, o mercado está bem abastecido.
Confiança diante da incerteza
Bessent comentou que a movimentação de embarcações já mostra sinais de recuperação. "Com o tempo, os EUA irão recuperar o controle do estreito e haverá liberdade de navegação, seja com escoltas norte-americanas ou uma força multinacional", afirmou.
"A situação ainda é delicada, mas acreditamos em um desfecho positivo
✨ Estreito de Ormuz: chave para o petróleo global
Importância Estratégica
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo e é responsável pela passagem de uma grande parte da produção de petróleo, o que o torna crucial para a economia global.
Neste momento, a segurança da rota é incerta. Recentemente, dois navios porta-contêineres chineses conseguiram atravessar o estreito após tentativas anteriores de recuo, indicando um movimento de retomada de atividades.
Do lado militar, o exército de Israel anunciou a interceptação de drones provenientes do Iémen, em um ataque que também marcou o lançamento de mísseis contra Israel, algo inédito desde o início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
Impacto nos preços do petróleo
A situação de instabilidade no Estreito de Ormuz influencia diretamente nos preços do petróleo. Qualquer interrupção na navegação pode encarecer inmediatamente o barril. Caso a situação não se normalize, especialistas projetam que um eventual bloqueio no Mar Vermelho poderia elevar os preços entre US$ 5 e US$ 10 por barril, afetando a inflação global.
Em meio a essa tensão, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou suas exigências ao Irã, advertindo sobre potenciais ataques a instalações energéticas iranianas se o país não reabrir o Estreito de Ormuz.
Embora o governo iraniano tenha classificado as propostas norte-americanas como inviáveis, as negociações continuam. Exportadores de petróleo começam a buscar rotas alternativas, com dados mostrando um salto nas exportações sauditas para o porto de Yanbu no Mar Vermelho.
A PetroChina, a maior produtora de petróleo da Ásia, confirmou que suas operações seguem inalteradas, mesmo sabendo que 10% de seu fornecimento depende do trânsito pelo estreito. O final de semana trouxe novos eventos de violência na região, incluindo ataques a terminais em Omã.
Com o cenário ainda volátil, o mercado global continua a monitorar de perto os desenvolvimentos no Oriente Médio.
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em Internacional
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