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economia
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Ruptura de produtos no Brasil chega a 12,4% em maio de 2026

O volume de itens ausentes nos supermercados aumenta, liderado pelos ovos.

Gabriel Azevedo01 de julho de 2026 às 16:15
Ruptura de produtos no Brasil chega a 12,4% em maio de 2026

O mercado de supermercados do Brasil registrou um aumento significativo na indisponibilidade de produtos em maio de 2026, conforme apontado pelo Levantamento da Neogrid. O Índice de Ruptura alcançou 12,4%, uma subida preocupante após a melhora observada em abril, destacando os ovos como a categoria mais afetada.

Causas da Indisponibilidade

O levantamento indicou que a falta de produtos não se restringiu a uma única categoria, mas os ovos se destacaram com o maior índice de ruptura. A escassez nas prateleiras aumentou de 25,5% em abril para 28,4% em maio, sendo essa uma elevação de 2,9 pontos percentuais.

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O varejo está ajustando seu mix de produtos e revisando quantidades, o que pode impactar a dinâmica de abastecimento. Existem muitos fatores que afetam a ruptura, não apenas a demanda do consumidor.

Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid.

O aumento na ruptura de produtos está atrelado a sazonalidade, variações de preços e mudanças no ritmo de consumo.

Dados do IBGE

No primeiro trimestre de 2026, a produção de ovos de galinha no Brasil foi de 1,21 bilhão de dúzias, uma leve alta de 0,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, mas com uma queda de 3,5% em relação ao último trimestre de 2025.

Comportamento dos Preços

Os preços dos ovos apresentaram oscilações mistas no período. A caixa com seis ovos caiu de R$ 7,51 para R$ 7,15, enquanto outras categorias, como a de 12 unidades, diminuiu de R$ 11,98 para R$ 11,61. Porém, a embalagem de 30 ovos viu um aumento de valor, subindo para R$ 21,56.

As flutuações nos preços ocorrem em um cenário de produção nacional elevada, mas desafios de abastecimento persistem.

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