Senado aprova crédito de R$ 15 bi para exportadores prejudicados
Medida visa apoiar indústrias impactadas por tarifas dos EUA e conflitos no Oriente Médio

Uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta última terça-feira (30) uma medida provisória que facilitará a liberação de até R$ 15 bilhões em linhas de crédito destinadas a exportadores. Essa ação é parte do Plano Brasil Soberano e agora segue para votação na Câmara dos Deputados.
O principal objetivo dessa proposta é oferecer suporte financeiro a exportadores de produtos industriais e seus fornecedores, que têm enfrentado dificuldades devido à crescente variação nos preços dos produtos. Essa flutuação é condicionada, em grande parte, pela guerra em curso no Oriente Médio e pelas tarifas elevadas estabelecidas pelos Estados Unidos, que também afetam o Brasil.
O senador Alan Rick (Republicanos-AC), relator da proposta, destacou que o projeto está em conformidade com a Constituição e não resultará em aumento das despesas obrigatórias de caráter continuado. As novas linhas de crédito farão parte do programa Brasil Soberano, gerido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que visa aumentar a resiliência das cadeias produtivas e a competitividade das empresas brasileiras.
✨ Tarifas adicionais de 25% propostas pelos EUA podem afetar um terço das exportações brasileiras.
As propostas tarifárias em questão, apresentadas pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), indicam que cerca de um terço das exportações do Brasil poderá enfrentar uma elevação nas taxas, que passariam de atuais 10% para 37,5%. Essa projeção, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), revela que o impacto potencial chega a 27,5 pontos percentuais adicionais em relação à tarifa atual.
Além disso, aproximadamente 3,6% das exportações brasileiras estarão sujeitas a um aumento de 2,5% consideravelmente menor. Há pouco tempo, o escritório comercial dos EUA também propôs a aplicação de tarifas extras de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção das mercadorias classificadas como ‘sujeitas às tarifas de segurança nacional’.
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