Mudanças podem restringir benefícios fiscalizando impactos financeiros.

A senadora Tereza Cristina, relatora do projeto de lei do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), confirmou que irá acatar as sugestões de alteração apresentadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva no texto já aprovado pela Câmara dos Deputados.
A expectativa é que a votação ocorra ainda nesta semana pelo Senado. A principal mudança proposta é a redução do impacto financeiro do programa de R$ 10 bilhões para R$ 5 bilhões, o que também inclui a diminuição do benefício fiscal associado.
✨ Atualmente, o Brasil depende de 85% das importações para abastecer sua demanda de fertilizantes, e o conflito no Oriente Médio tem afetado este fluxo.
Essa alteração foi demandada pelo Executivo federal, que busca facilitar a aprovação do projeto para fortalecer a indústria nacional de fertilizantes, especialmente em um contexto de insegurança internacional.
Além disso, Tereza Cristina deverá remover do texto as referências a fundos e fontes de receita anteriormente previstas, como a utilização dos royalties do petróleo para financiar o Profert. Se o Senado aprovar as alterações, o projeto seguirá diretamente para a sanção do presidente Lula, sem necessidade de nova análise pela Câmara dos Deputados, uma vez que a proposta é de autoria do senador Laércio Oliveira.
O Profert visa desenvolver a indústria de fertilizantes no Brasil, reduzindo a dependência de importações. Com a guerra no Oriente Médio impactando o fornecimento, a proposta se torna ainda mais relevante para a segurança alimentar nacional.
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