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Agronegócio
2 min de leitura

Bioinsumos prometem R$ 15,8 bilhões ao PIB da agricultura brasileira

Tecnologias sustentáveis podem revolucionar o agronegócio até 2035

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 08:15
Bioinsumos prometem R$ 15,8 bilhões ao PIB da agricultura brasileira

O crescimento da utilização de bioinsumos na agricultura do Brasil pode garantir uma nova era de ganhos econômicos, produtivos e ambientais. Segundo Glauber Leite, engenheiro agrônomo, essa expansão pode injetar até R$ 15,8 bilhões ao PIB entre 2030 e 2035.

Esse aumento não se restringe a ganhos financeiros; estima-se que a mudança possa criar aproximadamente 160,5 mil novas oportunidades de trabalho e prevenir a degradação de 9,2 milhões de hectares de florestas. Além disso, para cada R$ 1 investido em culturas como arroz, milho, cana-de-açúcar e soja, o retorno pode ser de até R$ 79.

Os bioinsumos passaram a ser estratégicos para a produtividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Entre as técnicas com grande potencial destacam-se a Fixação Biológica de Nitrogênio e o uso de microrganismos que favorecem o crescimento das plantas. Essas abordagens prometem aumentar a eficiência nas colheitas, reduzir a pressão para desmatar novas áreas e baixar a dependência de insumos fósseis.

Contexto do Desenvolvimento

As expectativas também incluem a conversão de 4,8 milhões de hectares de pastagens deterioradas em áreas agrícolas e um impulso na produtividade de 14,1 milhões de hectares adicionais.

Essas transformações podem resultar em um aumento de até 3,4% na produção de soja e de até 1,5% no milho. No entanto, para que esses resultados sejam efetivamente alcançados, será vital investir em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura adequada.

A segurança na adoção dos bioinsumos, controle de qualidade, assistência técnica e um sistema eficaz de rastreabilidade são elementos cruciais. A integração entre o setor público, empresas privadas e assistência técnica também será essencial para o sucesso nessa transição.

O Brasil possui o potencial para se tornar um líder em uma nova fase da agricultura tropical, mas isso exigirá um planejamento cuidadoso, investimentos significativos e uma coordenação efetiva em todos os níveis da cadeia produtiva.

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