Voltar
economia
2 min de leitura

Setor de serviços dos EUA desacelera com alta da inflação

Caiu índice de gerentes de compras e preços sobem com guerra no Oriente Médio

Giovani Ferreira06 de abril de 2026 às 14:10
Setor de serviços dos EUA desacelera com alta da inflação

O crescimento do setor de serviços nos Estados Unidos registrou uma desaceleração em março, refletindo a pressão inflacionária exacerbada pela instabilidade no Oriente Médio. O Instituto de Gestão de Fornecimento anunciou que o índice de gerentes de compras do setor não manufatureiro caiu para 54,0, abaixo do esperado pelos economistas.

Esse declínio, que ocorreu em comparação aos 56,1 de fevereiro, foi inferior à previsão de 54,9 feita pela Reuters. Apesar da queda, um índice acima de 50 ainda indica crescimento nesse segmento, que representa mais de dois terços da economia americana.

Impacto da guerra no Oriente Médio

O aumento nos preços globais do petróleo, que subiram mais de 50% devido ao conflito entre os EUA, Israel e Irã, impactou diretamente os custos. Como resultado, o preço médio da gasolina no varejo nos EUA superou a barreira de US$ 4 por galão pela primeira vez em três anos.

O aumento nos preços ao produtor, que também já se evidenciou em fevereiro, sugere que a inflação pode ser um desafio iminente.

A pesquisa do ISM apontou uma elevação referente aos preços pagos por insumos, que alcançou 70,7, a maior leitura desde outubro de 2022 e bem acima dos 63,0 registrados no mês anterior. As empresas têm atribuído esse aumento aos custos elevados devido às tarifas impostas anteriormente.

Contexto Atual

Com as pressões inflacionárias em alta, as chances de um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve este ano diminuíram, mantendo a taxa de referência entre 3,50% e 3,75% no último mês.

A expectativa é que o impacto da guerra sobre a inflação seja mais evidente no relatório do índice de preços ao consumidor, programado para ser divulgado na sexta-feira (10).

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia