Desafios de emprego dominam discussões no Banco Mundial em Washington
Ajay Banga alerta sobre a falta de empregos para jovens em países em desenvolvimento

As discussões sobre a guerra no Oriente Médio devem ocupar o centro das atenções nas reuniões de autoridades financeiras globais que ocorrem esta semana em Washington. Contudo, Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, ressaltou um problema ainda mais premente: a escassez de empregos para 1,2 bilhão de jovens que ingressarão no mercado de trabalho em países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos.
De acordo com Banga, caso as tendências atuais persistam, as economias em questão conseguirão gerar apenas cerca de 400 milhões de novos postos de trabalho durante esse período, resultando num déficit próximo a 800 milhões de vagas.
Desafios a Longo Prazo
Em entrevista gravada na última sexta-feira, o ex-líder da Mastercard admitiu que tratar de questões de longo prazo é complicado, especialmente com os recentes abalos econômicos que a pandemia de Covid-19 e a guerra no Oriente Médio provocaram. Contudo, ele acredita que é essencial que os responsáveis financeiros mantenham o foco em questões estruturais, como a geração de empregos, o acesso à eletricidade e o fornecimento de água potável.
"Temos de andar e mascar chiclete ao mesmo tempo. O que estamos vivendo agora é um ciclo de curto prazo de ritmo acelerado. No prazo mais longo, o ritmo está ligado a essa situação do emprego ou da água
Milhares de representantes financeiros de diversos países estarão em Washington para as reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. O evento ocorre em um contexto delicado devido ao conflito entre os EUA e Israel e seu impacto no crescimento econômico global e na inflação.
✨ O impacto econômico da guerra depende da duração do cessar-fogo de duas semanas, anunciado recentemente pelo presidente Donald Trump.
Embora o cessar-fogo tenha proporcionado uma pausa na maioria dos ataques, ele não acabou com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, resultando na maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia. Além disso, a violência entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, continua a elevar as tensões na região.
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