Stephen Miran renuncia ao Federal Reserve antes de Kevin Warsh
Saída impacta a política monetária americana

O diretor do Federal Reserve, Stephen Miran, anunciou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (14), deixando a instituição antes da posse de Kevin Warsh como novo presidente.
Miran, que ocupava a posição desde setembro de 2025, enviou uma carta ao presidente Donald Trump informando que sua saída ocorrerá 'na posse ou pouco antes' da entrada de Warsh, aprovado pelo Senado na quarta-feira (13) por 54 votos a 45.
✨ Miran descreveu seu trabalho no Federal Reserve como 'a maior honra' de sua carreira.
Em sua carta, ele abordou questões importantes como inflação e regulação, argumentando que a política monetária deve considerar fatores 'não monetários', como a desaceleração do crescimento populacional e os efeitos da desregulamentação econômica.
Miran também criticou a atual metodologia de mensuração da inflação nos EUA, apontando distorções que podem levar a erros na avaliação das metas de inflação e causarem um aumento do desemprego.
Abordando as regulamentações bancárias, ele elogiou as iniciativas da vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, que resultaram na liberação de mais de US$ 100 bilhões em capital no sistema financeiro.
Após sua saída, Miran expressou esperanças de que a administração de Warsh implemente mudanças nas comunicações do Fed e na abordagem da política de balanço patrimonial, além de reduzir o envolvimento do banco central em questões políticas e culturais.
Este movimento no Federal Reserve gera especulações sobre a condução futura dos juros nos Estados Unidos, impactando diretamente o dólar e o fluxo de capitais global.
Contexto
A saída de Miran ocorre em um momento crítico, pois o mandato do atual presidente do Fed, Jerome Powell, termina em breve.
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