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economia
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Tensões no Oriente Médio afetam preços de energia e alimentos no Brasil

Conflitos elevam custos e projetam inflação para 2026

João Pereira05 de junho de 2026 às 02:45
Tensões no Oriente Médio afetam preços de energia e alimentos no Brasil

As crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio têm causado impactos significativos nas projeções de energia, custos agrícolas e inflação de alimentos no Brasil. Uma nova análise do Rabobank destaca como os conflitos e o fechamento do Estreito de Ormuz influenciam diretamente esses cenários.

Impacto no Mercado de Energia

O principal efeito observado ocorre no setor energético. O aumento dos prêmios de risco em petróleo e gás resultou em uma rápida elevação do Índice de Commodities de Energia (IC-Br Energia) logo no início de 2026. Atualmente, o preço do barril de Brent está em aproximadamente US$ 107, e há previsões de uma continuidade dessa tendência crescente durante o ano, especialmente com a expectativa de que o Estreito de Ormuz permaneça fechado ao longo do verão no hemisfério norte.

A previsão indica um crescimento de 41,6% no IC-Br Energia até o final de 2026.

O IC-Br Energia começou o ano com uma queda de 22,9% na comparação anual, mas registrou uma recuperação de 7,1% em março, impulsionada pela alta dos preços do petróleo e gás. Com a reabertura do Estreito de Ormuz prevista para setembro, a normalização deve ocorrer lentamente em 2027.

Efeitos sobre a Agropecuária e Inflação

Os efeitos da crise também se refletem nos custos da produção agropecuária. Os preços de energia, transporte e fertilizantes estão projetados para aumentar, o que impactará diretamente o Índice de Preços ao Produtor Agrícola (IPA-M Agrícola), com uma previsão de crescimento de 1,7% em 2026 e 1,6% em 2027.

Os preços dos alimentos no domicílio deverão ser afetados de formas diversas, dependendo do tipo de produto.

Produtos in natura podem apresentar maior volatilidade devido aos custos elevados, enquanto preços de itens semi-elaborados e industrializados devem aumentar de maneira mais gradual, mitigados por estoques e contratos existentes. Essa dinâmica levará a efeitos variados na inflação de alimentos nos próximos trimestres.

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