Alta no trigo, soja e milho impulsionada por fatores climáticos e geopolíticos

As cotações de produtos agrícolas estão em alta nas bolsas internacionais, impulsionadas por incertezas climáticas e uma crescente tensão geopolítica. A TF Agroeconômica aponta que, nesta segunda-feira, os preços do trigo, soja e milho na bolsa de Chicago começaram a avançar, enquanto o mercado físico brasileiro apresenta ajustes pontuais.
Os contratos de trigo na CBOT estão sendo negociados em alta, após um período de quedas que levaram investidores a realizar lucros. No fechamento, o contrato para julho de 2026 era cotado a 624,50 centavos de dólar por bushel, com um aumento de 5,50 pontos. As condições adversas das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos, que não devem melhorar com as previsões de chuvas mínimas nas Grandes Planícies do Sul, são um fator que reforça essa alta.
✨ Expectativa de colheita de trigo nos EUA deve ficar em 47 milhões de toneladas, abaixo da safra anterior.
Além disso, o mercado aguarda o relatório mensal do USDA, que será divulgado na terça-feira e deve evidenciar a crise do trigo norte-americano para a safra 2026/27. De acordo com analistas privados, a colheita pode ficar em torno de 47 milhões de toneladas, um número inferior aos 54 milhões registrados anteriormente.
A soja se destaca com ganhos expressivos em Chicago, fortemente influenciada pela crise no Oriente Médio e pela significativa alta dos preços do petróleo. O contrato de julho de 2026 foi cotado a 1.222,25 centavos de dólar por bushel, com o farelo e óleo de soja também seguindo a tendência positiva.
✨ O Brent atingiu mais de US$ 103 por barril, enquanto o WTI se aproximou de US$ 100.
Esse cenário de alta nos preços do petróleo valorizou a soja como um ativo relacionado à energia e biocombustíveis, aumentando as expectativas de demanda por óleo de soja devido ao biodiesel competitivo.
O milho apresentou uma valorização superior a 0,8%, com o contrato de julho de 2026 sendo negociado a 474,76 centavos de dólar por bushel. Os investidores permanecem cautelosos, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz, um ponto chave para petróleo e fertilizantes, além de aguardarem o relatório WASDE do USDA, que deve oferecer as primeiras estimativas oficiais para a safra de 2026/27.
Os mercados agrícolas estão interligados por fatores como geopolítica, preços do petróleo, relatórios do USDA, e a dinâmica de biocombustíveis.
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