Proibição afeta mercados brasileiros e gera preocupações na Irlanda

A decisão da União Europeia de proibir as importações de carne do Brasil, anunciada para entrar em vigor na próxima quinta-feira, 3 de setembro, foi confirmada por representantes do Parlamento Europeu. O eurodeputado Ciaran Mullooly afirmou que a “proibição total” da carne bovina está estabelecida e não haverá extensão no prazo, apesar dos apelos do governo brasileiro.
Mullooly, atuando nas redes sociais e na imprensa, anunciou que não apenas a carne bovina estará sujeita ao bloqueio, mas também carne de aves, ovos, mel, tripas e produtos pesqueiros. Para a carne bovina, o embargo deve durar pelo menos dois anos, refletindo o intervalo entre o nascimento e o abate dos animais.
Fontes em Brasília e na Europa consideram a declaração do parlamentar como uma consequência esperada, mesmo diante das negociações e tentativas do Brasil para reverter a decisão. Até o momento, o Ministério da Agricultura brasileiro ainda não se pronunciou sobre o tema.
As exportações de carne de aves e gado do Brasil resultaram em US$ 1,8 bilhão para os frigoríficos brasileiros em 2025, o que torna a decisão ainda mais impactante para a economia do país.
A medida que remove o Brasil da lista de países autorizados a exportar para a UE foi tomada em maio deste ano, destacando a necessidade de cumprimento dos rigorosos padrões europeus relacionados ao uso de antimicrobianos na saúde dos animais. Segundo Mullooly, não haverá espaço para que regiões específicas do Brasil possam obter autorizações individuais.
"Missão cumprida. Adeus, carne brasileira: a partir de quinta-feira, 3 de setembro, confirma Ciaran Mullooly.
Martin Kenny, deputado irlandês, cobrou do governo esclarecimentos sobre os produtos já existentes no mercado e sugeriu um recall das carnes brasileiras. Ele ressaltou a necessidade de conscientização dos consumidores para interromper o uso desses produtos.
✨ A proibição é justificada pelas práticas de uso de antibióticos e falta de rastreabilidade das carnes brasileiras.
Kenny criticou a comparação entre a qualidade das carnes brasileiras e as irlandesas, destacando que existem preocupações com a saúde pública e segurança alimentar diante da possível presença de produtos brasileiros nos mercados.
Ele finalizou enfatizando a urgência de se garantir que a proibição não permita que carnes importadas antes do bloqueio ainda sejam utilizadas na indústria alimentícia.
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