Voltar
economia
2 min de leitura

Novas tarifas dos EUA têm impacto discreto na economia brasileira

Análise da SPE aponta resiliência nas exportações do Brasil

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 18:10
Novas tarifas dos EUA têm impacto discreto na economia brasileira

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda considera que as novas tarifas dos Estados Unidos terão um impacto macroeconômico reduzido na economia do Brasil. Essa análise foi revelada no Boletim Macrofiscal de julho, divulgado na quarta-feira (15).

As exportações brasileiras mostraram uma resiliência notável após a elevação tarifária ocorrida em agosto de 2025, apresentando uma recuperação gradual desde novembro daquele ano. De acordo com a SPE, os Estados Unidos representaram cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, que, por sua vez, equivale a menos de 2% do PIB pré-tarifas.

O redirecionamento das exportações para outros mercados ajudou a minimizar os impactos negativos sobre a atividade econômica.

Além disso, a SPE destacou que as medidas anunciadas pelos EUA em junho de 2026 ainda aguardam aprovação e incluem exceções para diversos produtos, o que deverá limitar o impacto total dessas tarifas.

No relatório também foram mencionadas as ações implementadas desde o ano passado em apoio aos setores mais vulneráveis, focando em crédito, liquidez e diversificação de mercados.

A decisão dos EUA sobre o novo aumento de tarifas para produtos brasileiros deve ser divulgada nesta quarta-feira (15). Espera-se que a alíquota seja fixada em 25% e que cerca de 21% das exportações nacionais sejam afetadas, com uma lista de exclusão para itens que impactam a inflação americana.

Entre os produtos mencionados no relatório preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) estão aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais. Em seu relatório anterior, datado de 1º de junho, o USTR indicou que a aplicação das tarifas se insere em uma investigação comercial conforme a Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Contexto

Os Estados Unidos acusam o Brasil de práticas comerciais ilegais, incluindo questões sobre comércio digital, tarifas preferenciais, proteção da propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 17,428 bilhões. Já as importações diminuíram 12,5% e chegaram a US$ 18,950 bilhões, resultando em um déficit comercial brasileiro de US$ 1,522 bilhão com os EUA.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia