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Agronegócio
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União Europeia veta carne brasileira e impacta exportações

Medidas restritivas resultam em perdas significativas no comércio

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 15:21
União Europeia veta carne brasileira e impacta exportações

A União Europeia anunciou a interrupção das importações de carne e produtos de origem animal do Brasil, um movimento que pode prejudicar gravemente o setor brasileiro. Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), destacou as dificuldades em atender aos critérios europeus relacionados ao uso de antimicrobianos.

Brasil está excluído da lista de países aptos a exportar carne para a União Europeia.

Perosa menciona que o Ministério da Agricultura tem mantido diálogo com todos os envolvidos na cadeia produtiva para buscar soluções adequadas. Antimicrobianos, usados para tratar doenças em animais e como promotores de crescimento, estão no centro da controvérsia, com a legislação europeia impondo restrições severas.

Impactos e Expectativas

A decisão da União Europeia, que vigorará a partir de 3 de setembro, impede o Brasil de exportar uma gama de produtos que, em 2024, incluía carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, pescado e mel. Em contraste, nações vizinhas como Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizadas a negociar com o bloco europeu.

O Brasil deve levar cerca de dois anos para se adaptar às novas exigências de antimicrobianos.

Embora a exportação para o mercado europeu represente uma parcela reduzida do volume total de carne brasileira, ela é vista como estratégica devido ao foco em cortes premium. No último ano, 5% das exportações de carne do Brasil tinham como destino a União Europeia.

Outro fator complicador surgem das salvaguardas da China, que a partir de 1º de janeiro impôs cotas e sobretaxas sobre a carne bovina brasileira, limitando as importações a 1,1 milhão de toneladas anuais, com uma sobretaxa de 55% para volumes adicionais.

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Não temos a mesma demanda global de carne – Roberto Perosa

Perosa alerta que o efeito das novas restrições já se faz sentir, com frigoríficos relatando dificuldades financeiras e até férias coletivas. Ele destacará que a demanda internacional é crucial para a manutenção dos preços no mercado interno, que agora enfrenta uma pressão considerável.

Em resposta à pergunta sobre os preços da carne no Brasil, Perosa sugere que, inicialmente, os preços podem se manter estáveis. Contudo, mudanças nas condições de oferta e demanda podem resultar em aumentos futuros.

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