Usinas de etanol pedem diálogo em meio a tarifas dos EUA
Associações alegam que tarifas brasileiras não visam exclusivamente os EUA

Associações que representam as usinas de etanol do Brasil alertaram que a tarifa aplicada às importações do produto não é exclusiva para os Estados Unidos e defenderam a resolução de divergências comerciais através de negociações e diálogo.
Atualmente em 18%, a tarifa sobre o etanol importado foi citada como uma das razões pelo Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) para implementar uma nova taxa punitiva de 25% sobre os produtos brasileiros.
✨ A tarifa do Brasil é parte da Tarifa Externa Comum do Mercosul e não é direcionada unicamente aos EUA.
Em uma nota conjunta, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil esclareceram que a tarifa segue regulamentos de comércio regional, não sendo uma medida especificamente contra os Estados Unidos.
O USTR, por sua vez, classificou a tarifa brasileira como 'irrazoável' e acusou o país de evitar a cooperação bilateral que poderia beneficiar o comércio de etanol, além de estabelecer condições desleais.
Contrapondo essas acusações, as associações de usinas brasileiras ressaltaram que os Estados Unidos têm, por décadas, imposto políticas protecionistas ao açúcar, o que limita as exportações brasileiras para menos de 1% do total destinado a esse mercado.
A Unica e a Bioenergia Brasil expressaram sua confiança de que o governo brasileiro conduzirá o processo com responsabilidade e competência diplomática, priorizando os interesses do país.
Elas também enfatizaram que as divergências comerciais devem ser tratadas de forma pacífica, preservando uma relação histórica significativa entre Brasil e EUA e promovendo a agenda dos biocombustíveis e da transição energética.
Contexto
O setor de etanol brasileiro tem enfrentado tensões com os EUA, que também impõem tarifas elevadas sobre o açúcar brasileiro.
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