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Educação
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Câmara aprova política de transparência para reconstrução educacional

Projeto define regras para monitorar recursos em escolas afetadas por desastres

Acro Rodrigues15 de maio de 2026 às 16:15
Câmara aprova política de transparência para reconstrução educacional

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta sexta-feira (15), um projeto de lei que institui a Política de Transparência e Monitoramento da Reconstrução Educacional.

Essa iniciativa busca estabelecer diretrizes para a supervisão da aplicação de fundos públicos na recuperação de escolas e do ensino em regiões impactadas por desastres naturais.

A política será coordenada pelo Ministério da Educação (MEC) em colaboração com estados e municípios afetados.

A proposta exige que informações sobre a reestruturação escolar sejam divulgadas em um site acessível ao público. Os dados devem incluir a lista de danos enfrentados pelos prédios escolares e pelo processo educacional, os valores investidos na recuperação, a origem dos recursos financeiros, e a identificação das instituições e comunidades beneficiadas.

Além disso, os planos para a reposição de aulas e recuperação da aprendizagem também precisam ser divulgados.

Este projeto é um parecer da relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), referente ao Projeto de Lei (PL) 3134/25, proposto pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e outros parlamentares.

Sâmia afirmou que, embora a versão original sugerisse a criação de um novo sistema nacional para dados, a alteração visa evitar sobreposição com sistemas já existentes no governo, promovendo a transparência sem burocracias extras.

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A criação de um novo sistema nacional autônomo pode gerar sobreposição com estruturas já existentes. A solução proposta preserva o mérito da iniciativa, que é a transparência, e evita a criação de sobreposições institucionais.

Na prática, os repasses federais podem ser condicionados à atualização das informações por estados e municípios. Contudo, o projeto não especifica os valores, prazos operacionais ou quais plataformas existentes serão utilizadas para consolidar os dados.

A próxima etapa envolvem análises pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ela ainda precisa passar pela aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

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