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Oposição busca derrubar decreto de Lula sobre Internet

Pedido de urgência foi protocolado no Senado no dia da entrada em vigor do decreto

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 16:30
Oposição busca derrubar decreto de Lula sobre Internet

Senadores da oposição protocolaram um pedido de urgência para revogar o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que modifica a regulamentação do Marco Civil da Internet, logo no momento em que as alterações começaram a valer.

A solicitação, feita pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) e respaldada por líderes de partidos como Hiran Gonçalves (PP-RR) e Carlos Portinho (PL-RJ), busca garantir que a proposta de decreto legislativo (PDL) que visa anular os efeitos do decreto presidencial seja apreciada diretamente pelo plenário do Senado, evitando trâmites na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A oposição articula ainda uma sessão extraordinária durante o recesso legislativo para deliberar sobre o tema.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reuniu os quatro PDLs que buscam derrubar o decreto. Todos estão na CCJ, à espera de relator, mas a urgência pode eliminar essa etapa, permitindo uma discussão mais rápida.

O pedido enfrenta críticas em relação à inclusão de novas obrigações às plataformas por meio de um decreto, sem que houvesse um debate aprofundado no âmbito do Congresso Nacional. Assim, a fiscalização dos conteúdos pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a atribuição de poder à Advocacia Geral da União (AGU) para notificar a remoção de conteúdos inadequados têm gerado polêmica.

Críticas aos novos decretos

Oposição argumenta que as mudanças na regulamentação podem colocar em risco a liberdade de expressão e que a ANPD não tem competência para atuar na regulação de conteúdo.

As novas regras impõem que plataformas digitais sejam responsabilizadas por conteúdos relacionados a crimes, exigindo, por exemplo, que empresas mantenham registro de dados de anúncios para possíveis reparações às vítimas. Para ajudar na proteção das mulheres, o decreto também estipula que as empresas devem agir para impedir a divulgação de conteúdo íntimo não consensual.

O Palácio do Planalto afirmou que as medidas visam coibir a disseminação de fraudes e violências, além de permitir uma resposta rápida a denúncias de conteúdos impróprios. Segundo informações do governo, os novos mecanismos são uma forma de proteção ao cidadão contra fraudes digitais.

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