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Educação
3 min de leitura

Colégio agrícola em Castro destaca ensino prático e cooperativismo

Centro Estadual Olegário Macedo gera R$ 2,3 milhões com produção rural

Gabriel Rodrigues03 de abril de 2026 às 07:40
Colégio agrícola em Castro destaca ensino prático e cooperativismo

Localizado em Castro, no Paraná, o Centro Estadual de Educação Profissional Olegário Macedo transforma o conceito de escola ao funcionar como uma propriedade rural e promover os princípios do cooperativismo. Em 2025, a instituição gerou impressionantes R$ 2,3 milhões ao comercializar produtos como leite, grãos e suínos.

Uma nova abordagem na educação

O colégio, que é o maior do tipo no estado, foca na formação de técnicos em agropecuária. Segundo o coordenador dos colégios agrícolas da Secretaria de Estado da Educação, Renato Hey Gondin, os alunos têm uma experiência prática verdadeira, aprendendo não apenas sobre produção agrícola e pecuária, mas também sobre a comercialização dos produtos.

Cooperativas escolares já estão ativas em 21 dos 32 colégios agrícolas do Paraná.

Contexto

As cooperativas escolares foram instituídas em 2023 e integram o currículo de diversas instituições focadas em educação rural.

Com um total de 340 alunos, o colégio de Castro alcançou uma produção diária de 2 mil litros de leite, 1 mil toneladas de milho, 300 toneladas de soja e 500 suínos no último ano. Os produtos são comercializados em parceria com a cooperativa Castrolanda, e os lucros são reinvestidos na escola.

As verbas obtidas são direcionadas para melhorias na infraestrutura do colégio, como reformas e aquisição de novos equipamentos, além de recursos da Secretaria de Estado da Educação, que investe em inovações tecnológicas, incluindo drones e novos tratores.

O aprendizado prático na fazenda-escola

A diretora do colégio, Sueli Marcondes Bueno, revelou que atualmente 86 vacas da raça holandesa, das quais 36 estão em lactação, compõem o rebanho. A área agricultável é de 463,31 hectares, com 50% destinados a reserva legal. A colheita da soja está em andamento, e produtos como leite e suínos também são utilizados na alimentação dos alunos.

Os alunos experimentam uma combinação de aulas teóricas e práticas, com 50% do tempo dedicado ao aprendizado em campo. O currículo inclui atividades como plantação, irrigação, colheita e manejo do gado, além de cuidados com os bezerros e práticas em suinocultura.

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Participar das aulas práticas é muito interessante e a vivência no campo é essencial para nossa formação

Beatriz Seganfredo, 15 anos.

Beatriz, estudante do 2º ano, expressou seu interesse pela produção animal e zootecnia, planos de seguir na área e seu desejo de cursar Agronomia.

Futuro promissor para o setor agropecuário

O potencial do agro na região é um dos fatores que sustentam os colégios agrícolas. Gondin destaca que o objetivo é ampliar o número de escolas para 40 em quatro anos. A trajetória de ex-alunos, como o técnico agrícola Roberth Corrêa Anhaia, reforça o impacto positivo dessa educação, com Roberth agora ajudando produtores da região.

Além disso, parcerias com organizações como a Ocepar e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) oferecem apoio para o desenvolvimento das cooperativas escolares, enquanto a New Holland colabora com capacitações em Agricultura Digital para alunos e professores.

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